domingo, 22 de maio de 2011

Amanda Gurgel no programa do Faustão (Vale a pena assistir)


.Amanda Gurgel chamou a atenção na Audiência Pública da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A professora fez um discurso indignado, apontando os principais problemas de educação do país, os baixos salários dos professores e a falta de estrutura das escolas públicas.
Amanda foi ao Domingão para continuar sua luta pela melhoria no ensino do país e por condições mais dignas para os professores.“Eu acredito que faz parte do processo educacional ensinar a luta pelos seus direitos. Eu ensino meus alunos a lutarem, portanto eu tenho que ser a primeira”, afirmou Amanda.
Ainda sobre as condições salariais, a professora foi direta: “O salário de um deputado só é suficiente para pagar o de 30 professores.”

Em uma enquete realizada em todo país, 98% concorda com o discurso da professora

Assista o vídeo do programa do Faustão com a professora Amanda: Aqui  

Secretaria de Educação admite: mais da metade dos professores em greve

O último boletim da Secretaria da Educação informa que a adesão dos professores à greve geral pelo pagamento do piso salarial atingiu 52,74%. De acordo com o governo 1665 escolas estiveram totalmente paralisadas. Somente dessa maneira os professores terão resposta positiva ao suas solicitações. A imprensa, os pais, o comércio, alguns órgãos, estão demonstrando total apoio ao movimento dos professores. Aguardamos a reunião de amanhã, segunda-feira com o governo  estadual para que realmente seja feito o que determina a lei. 
A greve é legal, é justa, é a luta pela garantia de um direito adquirido. O magistério precisa ser respeitado. 
Queremos ver o Piso salarial ser pago também na rede  municipal de Imaruí. 

Tabela do salário dos professores estaduais


Clique na imagem para ampliar


sábado, 21 de maio de 2011

Consenso entre Sinte e Governo: O Piso é "vencimento base"!!


Uma reunião ontem, 20 (vinte), no Centro Administrativo entre os secretários Marco Tebaldi, Eduardo Deschamps, Miltom Martini, Ubiratan Resende, Derly Anunciação e o Procurador Geral do Estado, Nelson Serpa definiu uma proposta de pagamento do piso salarial dos professores da rede estadual. Já é consenso entre o Sinte e o governo que o piso é “vencimento base”.
Na segunda-feira, 10 horas haverá uma reunião com a participação de 12 professores do Sinte com o Secretário Marco Tebaldi e o Procurador Nelson Serpa, que já define o Piso como vencimento inicial de carreira. Afirmou ainda que continua estudando a legislação do magistério.
Para que haja respeito e incentivo aos professores, há necessidade que todos os professores tenham avanço no plano de carreira. De que forma o governo vai fazer isso, ainda se desconhece. O Secretário Marco Tebaldi fala em uma proposta de piso e tabela salarial através de parcelamento. No Rio Grande do Sul, o governador Tarso Genro (PT) adotou essa proposta de pagamento até 2015 e foi aceita pelos professores.
O Sinte reagiu as ameaças contidas em ofício da Diretora de Desenvolvimento Humano da Secretaria da Educação, Elizete Melo, e da Diretora de Ensino Básico e Fundamental, Gilda Penha, em ofício enviado a todas as GEREDs. No ofício constam penalidades aos grevistas, demissão de comissionados, rescisão contratual dos professores ACTs no final do contrato e a garantia de renovação dos que não aderirem à greve. Uma ameaça que demonstra autoritarismo, e vai contra toda movimentação e direito dos professores. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Magistério denuncia-Governo pratica “caça as bruxas” para reprimir a greve


“Os professores da rede pública estadual marcam hoje, 20 de maio, o terceiro dia de greve, com protesto contra o Governo do Estado, que, através da Secretaria da Educação, despachou ofício reprimindo de forma autoritária os trabalhadores do magistério que aderiram o movimento de paralisação. Para o Sindicato, “o ofício, assinado por diretoras da Secretaria Estadual da Educação, é uma verdadeira caçada às bruxas” e não respeita o Art. 37 inciso XVI da Constituição Federal que assegura a todos os servidores a manifestação livre.
Na próxima terça-feira, o SINTE/SC vai protocolar denúncia contra o Governo do Estado junto ao Ministério Público. Hoje à tarde, a coordenação estadual do SINTE/SC, e todas as 30 regionais do Sindicato, estarão participando de atividades e indo às GEREds (Gerência Regional de Educação) para denúnciar o “autoritarismo explícito no ofício”.
Às 19h, os professores farão um protesto, “Ato nas Nuvens”, no trapiche da Beira-mar, em Fpolis. Todos estarão segurando velas e vestidos de roupas brancas.
A greve do magistério público estadual tem como base a reivindicação para que o Governo Raimundo Colombo respeite a Lei Federal 11.738/2008 – Lei do Piso – e implante o Piso Nacional do Magistério no estado. Cerca de 90% da categoria está paralisada.”

A GREVE É LEGAL

Por Moacir Pereira:

Qualquer que seja a interpretação que se dê à decisão dos professores de protestar contra o governo, com a paralisação total das atividades, haverá uma voz mais forte que ressoará pelo Estado como poderoso alto-falante: A greve é legal. Legal, porque os professores da rede estadual de ensino suspendem o trabalho para exigir que o governo cumpra a lei. Aliás, uma norma jurídica de caráter federal, já vigente em vários estados brasileiros desde sua sanção, em 2008.

Portanto, a pressão chega até tarde. Fica para o magistério e a sociedade a convicção de que os ex-governadores Luiz Henrique da Silveira e Leonel Pavan decidiram prorrogar o cumprimento da lei, impetrando ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal apenas para ganhar tempo. Agora, a bomba explode no colo de Raimundo Colombo e Eduardo Moreira. Se a motivação dos governadores dos seis estados que impetraram a Adin não foi protelatória, eles e os sucessores tinham a obrigação legal de contingenciar as verbas necessárias ao pagamento do benefício. Um dia ele teria que ser pago.

Quer dizer: os professores poderiam ter ido às ruas em 2008, mas, legalistas, decidiram aguardar o pronunciamento do Supremo. Agora, o governo vale-se de um argumento que pode ter fundamento jurídico, como sustenta o procurador-geral, Nelson Serpa. Mas não se sustenta politicamente num jardim de infância: a tese de que é preciso conhecer o inteiro teor do acórdão do Supremo para autorizar o pagamento do piso salarial. A lei federal já define de forma clara que piso é vencimento básico. O Supremo decidiu, também de maneira cristalina, que piso é vencimento e não remuneração. Mas, outra vez equivocado, o governo quer ganhar tempo com alegação que não cola.

SURPRESAS

A greve é legal se considerar o termo na expressão usual dada pelos jovens. Ficou na assembleia geral um cenário escancarado: os professores estão indo para a greve desolados, indignados, frustrados pelos baixos salários e pelo não pagamento do piso, sim! Mas também convencidos do direito e de peito aberto, quase felizes em levar a bandeira para a população.

Esta greve, por todos os indicativos, não é do PT, do PSTU, do PSOL ou do PC do B, partidos de esquerda que outrora oxigenaram o movimento. Esta paralisação é do magistério catarinense. Professores calejados que nunca vieram a assembleia estavam no CentroSul; jovens que optaram pela educação sem se envolver com partido político marcaram presença. Muita gente do DEM de Raimundo Colombo e do PMDB de Eduardo Moreira enfileirou-se na multidão que tomou a Praça XV. E, curioso: não eram palavras de ódio contra este ou aquele político. Mas de frustração contra os eleitos e, sobretudo, de indignação contra o governo como um todo. O fato é que os professores parecem cansados de pedir melhores salários. Saíram derrotados de outras greves. Mas agora é diferente.


Eles estão abraçando a lei federal e a decisão do Supremo para terem melhores condições de trabalho. Décadas de dedicação a seus alunos sem o reconhecimento financeiro do Estado; a inexistência de um plano de carreira que incentive a crescente formação profissional; a impossibilidade de preparar melhor as atividades escolares; a absoluta falta de condição financeira para comprar livros, ter acesso a jornais e revistas; e até o sonho de um mínimo de qualidade de vida para suas famílias. Sentimentos, constatações e aspirações que se fortalecem quando eles assistem, pelos meios de comunicação, a bilhões e bilhões de reais sumindo pelo ralo da corrupção, que se espalha como rastilho de pólvora diante da sociedade cada vez mais perplexa. Esta greve tem outro característica, e por isso tende a surpreender o governo no seu quinto mês de mandato.

Para os professores, a greve é superlegal. É, também, a última bala, o último recurso e a última esperança. 

Sinte denuncia ameaças contra professores


O governador interino Eduardo Pinho Moreira foi questionado pelos professores de Tubarão sobre as ameaças contra os professores e diretores em greve, contidas no ofício da Secretaria da Educação, enviado a todas as gerências regionais e escolas estaduais. Disse que desconhecia o documento e pediu uma cópia aos professores.

O Sinte acusa o governo de dois discursos: um de diálogo e negociação, procurando mostrar abertura para a sociedade; e outro de punição contra os professores que buscam aplicação da lei do piso salarial.

A Diretoria do Sinte decidiu entrar com representação no Ministério Público Estadual contra a Secretaria da Educação pelas ameaças contidas no ofício enviado pela diretora de Desenvolvimento Humano, Elizete Melo, e diretora de Educação Básica e Profissional, Gilda Penha. O oficio proíbe qualquer reunião ou assembléia dos professores nas escolas e anuncia penalidades contra os comissionados, que podem perder os cargos, e contra os ACTs, que não terão os contratos renovados.
O Sinte está orientando as regionais para que denunciem o teor do expediente nas principais cidades de Santa Catarina.
O advogado do Sindicato deve formalizar a denúncia na terça-feira.