quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nota de apoio aos Professores dos praças e bombeiros de SC


Nota de apoio aos Professores da rede estadual Praças da PM e do Bombeiro declaram apoio aos Professores

A nota de apoio da Aprasc foi aprovada pelos praças na assembléia geral do dia 13 de maio.

Confira o texto na íntegra:

Aos Mestres com carinho:
A Associação de Praças de Santa Catarina - Aprasc - vem a público manifestar apoio incondicional ao movimento pelo reajuste salarial dos professores da rede estadual e também reafirma a solidariedade a luta organizada pelo SINTE-SC nas últimas semanas.

Declaramos apoio integral a pauta de reivindicação dos educadores catarinenses. Defendemos que o Professor precisa ser valorizado para que nosso Estado possa se desenvolver de forma justa e democrática. Não é possível pensar em uma sociedade desenvolvida quando o educador - pilar de toda a estrutura social -, é desrespeitado e desvalorizado.

Deixamos mais uma vez registrado nosso respeito e admiração por todos os Professores e agradecemos pela lição de força, união e determinação que os mestres deram na última quarta feira (11), quando lotaram as ruas da Capital exigindo o cumprimento do piso.

Saudações dos Praças de SC!
Florianópolis, 13 de maio de 2011.

Associação de Praças de Santa Catarina

CNTE encaminha moção de apoio aos trabalhadores em Educação de SC


MOÇÃO DE APOIO AOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DE SANTA CATARINA


A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, entidade representativa de mais de 2,5 milhões de profissionais da educação básica pública no Brasil, à qual o SINTE/SC - Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública do Ensino do Estado de Santa Catarina é afiliado, vem a público manifestar seu irrestrito APOIO à greve dos educadores de Santa Catarina, por entender que a luta por melhores condições de trabalho e pela qualidade social da educação pública é legítima.

Para a CNTE, somente mobilizados e organizados, os(as) trabalhadores(as) em educação poderão construir uma escola pública gratuita e de qualidade para todos e em todos os níveis e modalidades de ensino. A deflagração de greve é o último recurso usado na luta por melhores condições de trabalho.

Neste sentido, a Confederação espera que o governador, João Raimundo Colombo, abra o canal negociação, reconhecendo, na prática, o direito constitucional à livre associação sindical e, conseqüentemente, o direito de negociar as suas condições de trabalho e perspectivas de carreira para o funcionamento permanente da educação pública.

Assim, a CNTE espera ainda que seja encaminhada, com urgência, uma proposta concreta para as reivindicações da categoria, com o intuito de por fim o mais breve possível à greve, sobretudo atendendo aos anseios da população por educação pública de qualidade e da categoria por dignidade e reconhecimento profissional, de forma permanente.

Brasília (DF), 18 de maio de 2011

Roberto Franklin de Leão
Presidente


ALESC demonstra apoio ao movimento dos professores


MOÇÃO Nº 044/2011
 
A signatária, com base no art. 195 do Regimento Interno deste Poder, e considerando que:

- a campanha de reivindicações organizada pelos trabalhadores da rede pública estadual de educação em defesa do cumprimento integral Lei Federal nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que instituiu o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica;
- a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.167, proposta pelo Governo de 5 Estados, foi julgada improcedente pelo Supremo Tribunal Federal;
- a luta dos trabalhadores e a atual greve, liderada pelo SINTE, é justa e democrática e está prevista na Constituição Federal;
REQUER o encaminhamento de MOÇÃO ao Governador do Estado, nos seguintes termos:

“A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, ACOLHENDO PROPOSIÇÃO DA DEPUTADA LUCIANE CARMINATTI, APELA A VOSSA SENHORIA QUE ATENDA A REIVINDICAÇÃO DOS SERVIDORES DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO. MANIFESTA, AINDA, APOIO A ESSA CATEGORIA DE TRABALHADORES COM O CUMPRIMENTO INTEGRAL DA LEI FEDERAL Nº 11.738. ATENCIOSAMENTE, DEPUTADO GELSON MERÍSIO – PRESIDENTE”.

Sala das Sessões.

Deputada Luciane Carminatti

FONTE: Site do SINTE.

Greve tem Adesão de 90% dos professores

De acordo como Sinte a greve atingiu 90% dos professores e todas as escolas estaduais. A Secretaria de Educação ainda não emitiu o seu relatório. Em Florianópolis houve uma manifestação na frente da Secretaria da Educação. Amanhã, 20 (vinte) de maio, os professores farão manifestação no Trapiche da Beira Mar Norte. A coordenadora do Sinte, professora Alvete Bedin, conversou com o presidente da Assembleia, deputado Gelson Merísio, que garantiu conversar com o governador sobre o assunto. Segundo Eduardo Moreira, governador em exercício, o piso será pago. Os professores querem o pagamento do piso e o aumento proporcional na tabela salarial. Caso contrário, a greve continuará.

Governo estuda pagar piso sem reajuste na tabela (Informações Moacir Pereira)

O governo vai pagar o piso. Isto parece cada vez mais certo. Não fala mais de remuneração, como no início. Há informações seguras no Centro Administrativo que a aplicação do piso de R$ 1.187,00, valor fixado pelo MEC, não poderá ter efeito cascata e repercussão na tabela salarial. Motivo: representaria acréscimo de um bilhão de reais na folha do pessoal. Há outro drama: 40% dos professores são inativos e o acréscimo de despesas recai sobre a chamada fonte 100, onerando o Tesouro, limitado aos patamares da Lei de Responsabilidade Fiscal. Além disso, Colombo foi alertado sobre os critérios da Secretaria do Tesouro Nacional. Se os limites da LRF foram ultrapassados, o governo não poderá contrair novos financiamentos e a dívida ativa para com a União sofre aumento na taxa de juros de 0,5%.


Os estudos feitos pelas autoridades estaduais continuam concentrados no secretário Marco Tebaldi e no Procurador Nelson Serpa. Eles definem as diferentes simulações com aplicação parcial do piso, incorporações de benefícios, etc. A fórmula é levada ao secretário Miltom Martini, que faz as projeções financeiras. Só depois vão a Secretaria da Fazenda.

Na Assembléia Legislativa dois registros singulares. A deputada Luciane Carminatti(PT) solidarizou-se com os professores e pediu ao governo que pague o piso. Os governistas deram apartes a favor do cumprimento da lei. Circulou a informação de que o governo estaria cogitando de uma medida provisória autorizando o pagamento do piso salarial. Considerando o piso vencimento básico. Mas só para aqueles professores que recebem hoje de vencimento, portanto, de piso, menos de R$ 1.187,00. Cálculos já foram feitos e indicam que o benefício abrangeria 50% dos mais de 60 mil professores. E a despesa seria suportável pelo Tesouro.

Nos bastidores fica a impressão de que o governo quer uma solução até segunda-feira, data da próxima reunião com os dirigentes do Sinte.


"O pagamento apenas aos professores que recebem menos de R$ 1.187,00 é não respeitar a lei e o Plano de Cargos e Salários. Tudo é proporcional, não pode ser feito dessa forma. A luta do SINTE e dos profissionais da educação tem que continuar. Pagamento do Piso Salarial e respeito ao Plano de Cargos e Salários do Magistério." 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Professores lutam pelo direito de receber o Piso Salarial


Hoje, 18 (dezoito) de maio em nossa Assembleia Regional, estiveram presentes quase 100% das escolas (apenas 3 das 33 não participaram). No total tinha mais  de 200 professores.

De acordo com o levantamento feito 70 a 80% das escolas  estavam fechadas, e acreditamos  que com o levantamento que lá fizemos,  partiremos com uma estimativa de 65 a 70% de professores em greve.

Montamos nossos comandos de greves, e a partir de amanhã 19 (dezenove), O SINTE E PROFESSORES de toda regional estarão visitando todas as escolas, trazendo todos os professores juntos a esta luta, que não é só nossa, ela é de toda categoria. 
Fizemos uma passeata pelo centro da cidade de Laguna,  colocamos para toda população Lagunense nossa posição e explicação para a comunidade escolar, pedindo a todos a compreensão e que nos apóiem neste momento, e o porquê de nossos atos, fomos aplaudidos e com certeza compreendidos por todos os transeuntes que entendem que o que queremos na verdade, é simplesmente reconhecimento, a valorização e o respeito enquanto profissionais da educação.

Agora cabe somente nossa categoria abraçar a causa e com certeza alcançaremos aquilo que tanto lutamos.

 
Não devemos esquecer que o SINTE somos nós, e juntos SOMOS A FORÇA.
 
 
Rudmar M. Corrêa -  Coordenador Regional do Sinte Laguna


Parabéns aos professores e ao SINTE pela organização e demonstração de força e coragem. A hora é agora, precisamos nos unir, todos na busca da valorização dos profissionais da educação.

A favor dos professores

Do Delegado da POlicia Federal aposentado, Roberto Schweitzer, sobre a greve dos professores: “Bom dia Moacir!
Sou radicalmente contra greve no serviço público (entendo que o servidor não tem, propriamente, patrão, já que os governantes são meros gestores de recursos que não são seus, mas sim públicos, e, diferentemente da iniciativa privada, só podem conceder aumentos de acordo com lei previamente aprovada). Todavia, no caso dos nossos professores estaduais, tenho que me curvar e aplaudir essa greve. O que estão fazendo com essa importantíssima classe de funcionários é uma vergonha, um absurdo. Até se entende que o governo não tenha, agora, recursos suficientes para arcar com essa despesa, mas então que abolissem as várias despesas desnecessárias e se preparassem para a decisão judicial, ao invés de ficarem nesse jogo idiota e de darem a justificativa rasteira de querer examinar o acórdão. Para obras suspeitas de uma descabida Copa do Mundo existem bilhões de reais disponíveis, mas para remunerar com justiça os verdadeiros construtores da maior riqueza de uma nação – que são os professores de nossas crianças e nossos jovens – não há dinheiro? É um crime para com nosso futuro e um absurdo inominável. Parabéns por mais uma lúcida, oportuna e bem escrita coluna! Abraço, Roberto Schweitzer.”